
Telemedicina: descubra o que é e como funciona!
A telemedicina ganhou destaque na mídia brasileira após o Conselho Federal de Medicina autorizar o seu uso enquanto perdurar a pandemia de Covid-19. Embora o Brasil ainda não conte com uma regulamentação robusta, tal prática é consolidada e utilizada no mundo inteiro.
Fazendo uso da tecnologia, os médicos podem realizar consultas, monitorar pacientes, trocar informações com outros profissionais e analisar os resultados dos mais diversos exames. Tem outras curiosidades sobre o assunto? Então confira o nosso post e tire as suas principais dúvidas sobre a telemedicina.
O que é telemedicina?
Com o nome sugere, a telemedicina é a prática médica a distância que faz uso de metodologias interativas de comunicação audiovisual e de dados e é regulamentada pela Resolução CFM nº 1.643/2002. Ao contrário do que podem imaginar, essa especialidade não é nova e teve início na década de 1950, avançando conforme a tecnologia desenvolve novos meios de comunicação entre paciente e médicos.
Na década de 1990, a Organização Mundial da Saúde (OMS) reconheceu a importância da prática, principalmente como a oferta de um serviço para locais cuja distância impede o acesso a um corpo médico robusto. A telemedicina envolve a realização de alguns tipos de serviços médicos. Falamos melhor sobre eles a seguir.
Teleconsulta
Na teleconsulta o atendimento é realizado remotamente. Para tanto, é necessário fazer uso do prontuário eletrônico e assinatura digital nos documentos, como receitas e encaminhamento para exames e outras consultas, para que tenha validade legal.
Teleinterconsulta
Essa modalidade é destinada mais aos profissionais da medicina que querem discutir casos clínicos específicos com outros especialistas e pode ser utilizada tanto no tratamento de um paciente, quanto para a atualização do corpo médico. O paciente não precisa estar presente para que a teleinterconsulta seja realizada.
Telelaudo
Quando um local não conta com a presença de um especialista, por exemplo, ele realiza os exames em um paciente e envia os resultados para um médico responsável por fazer a correta análise e interpretação. Normalmente, esse profissional assina digitalmente os diagnósticos para que tenha valor legal.
Telemonitoramento
O telemonitoramento é uma ótima maneira de acompanhar pacientes crônicos que estão em casa, muito associado ao home care. É capaz de analisar se os curativos estão sendo feitos de maneira correta, o ritmo cardíaco, níveis glicêmicos e outras necessidades que o paciente possa vir a ter.
Quais são os benefícios da telemedicina?
A telemedicina oferece diversos benefícios para os gestores, profissionais da medicina e enfermagem, bem como para os pacientes. Não a toa, trata-se de uma prática bastante difundida dos Estados Unidos e países europeus.
Um país do tamanho do Brasil, com a quantidade de pequenos municípios distantes dos grandes centros e, consequentemente, sem uma rede pública ou privada de saúde robusta e desenvolvida deve investir nessa especialidade a fim de evitar deslocamentos desnecessários para a realização de consultas e exames de rotina. Assim, além de democratizar e ampliar o acesso a um direito fundamental, também coopera para manter a sociedade mais saudável.
Qual será o futuro da telemedicina no Brasil?
No Brasil, o primeiro marco regulatório foi a Resolução CFM nº1.643 que definia a telemedicina e exigia a estrutura e qualificação necessária aos profissionais e clínicas que quisessem exercer a especialidade. O Ministério da Saúde conta com a Portaria MS nº2546/2011 que aborda o Programa Nacional de Telessaude Brasil Redes, que contempla regras para empresas que buscam ofertar serviços de telediagnóstico no Sistema Único de Saúde (SUS).
E em abril, foi publicada a Lei nº 13989/2020 regulamentado o uso da telemedicina enquanto perdurar a pandemia mundial.
Embora a regulamentação brasileira ainda seja um pouco confusa, o fato é que a atual situação muito provavelmente evidenciará aos gestores públicos os benefícios que a telemedicina é capaz de trazer a todos os envolvidos, desde os médicos, as clínicas e, principalmente, os pacientes.
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